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Conheça os Vencedores da 24ª Edição

Nesta 24ª edição do Prêmio Péter Murányi, a Fundação homônima recebeu e avaliou os 264 trabalhos inscritos, oriundos de 148 instituiçôes indicadoras de todo o Brasil. O valor total dos prêmios é de R$ 250 mil, divididos entre o vencedor (R$ 200 mil), o segundo colocado (R$ 30 mil) e o terceiro (R$ 20 mil). A entrega dos prêmios ocorrerá em abril de 2026. A Fundação Péter Murányi, que neste ano de 2026, completa 27 anos de história, reconhece trabalhos que se destacam por seu carater inovador e que, transformados em produtos ou serviços, auxiliam na prática a melhorar a qualidade de vida, beneficiando o desenvolvimento e bem-estar das populações.

1º COLOCADO
Projeto MAR - Manejar, Aprender e Reavaliar: Oficinas e Recursos Psicoeducativos para a Promoção de Cuidados Psicológicos Básicos no Cenário Escolar de Sergipe
UFS - Universidade Federal de Sergipe

André Faro Santos; Milena Cristina Aragão Ribeiro de Souza; Géssica Natália Andrade Leal; Julia Nunes Cardoso e José Wilton da Cruz Santos.

Objetiva capacitar professores do ensino médio, a fornecer cuidados psicológicos básicos no ambiente escolar, focando 4 demandas frequentes entre os adolescentes: depressão, ansiedade, autolesão e suicídio. As ações do projeto incluíram a criação de materiais psicoeducativos (denominados booklets), nas versões digital e impressa, além do desenvolvimento de oficinas presenciais e virtuais por todo o estado de Sergipe. Também foram construídos baralhos interativos e dinâmicos, gratuitos e de livre acesso para a população. Com o crescimento do projeto, mais profissionais da comunidade escolar foram incluídos: gestores, equipe de apoio, assistentes sociais e psicólogos, gerando o desenvolvimento e produção de novos materiais dirigidos, chegando a mais de trinta cartilhas e a capacitação de dezenas de profissionais de forma presencial e centenas de forma online. O Trabalho alcançou projeção internacional, com presença em oito países de diferentes continentes, adaptado à vários idiomas e culturas, e está em ampla expansão e novos horizontes.


2º COLOCADO
TENEGRES: Territórios Negros e as Escolas - descobrindo o lado norte de São Paulo (Brasilândia)
IFSP - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de SP

Giselly Barros Rodrigues

O projeto une educação, cultura, pesquisa e comunidade para evidenciar as memórias e identidades negras e periféricas da Zona Norte de São Paulo. O trabalho documenta a história da Brasilândia sob o olhar de seus moradores, transformando relatos orais e vivências locais em ferramentas pedagógicas, como o documentário TENEGRES. Essa metodologia é uma tecnologia social e ancestral que conecta saberes acadêmicos e populares para difundir o histórico urbanístico de regiões da cidade comumente desvalorizadas. Ao trabalhar diretamente com crianças e adolescentes de escolas públicas, por meio de oficinas e roteiros pelo bairro, a iniciativa fortalece a autoestima e o pertencimento, combatendo o racismo e a invisibilidade da paisagem periférica. Essa conexão entre escola e território resgata conhecimentos essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e consciente de sua própria história.


3º COLOCADO
Entre cortejos: Fabricação de infâncias
UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

Cíntia Castro Monteiro; Sônia Maria Clareto e Giovani Cammarota Gomes

Estudo que acompanha uma escola municipal em Juiz de Fora (MG) que organiza suas práticas em quatro grandes festas populares ao longo do ano. Essa estratégia, chamada de "pedagogia dos cortejos", observa as seguintes festas: o Boi Bumbá, a Menina da Lanterna, a Coroação de Reis e o Auto de Natal. Os cortejos são resistências culturais: trazem para a escola saberes ancestrais da comunidade, relações étnico raciais, religiosidades... Em vez de se prender unicamente ao currículo com os conteúdos tradicionais, a escola se movimenta entre sons, cores e ritmos que trazem para as crianças saberes diversos e respeito às diferenças raciais e religiosas. Não é uma pesquisa "sobre" a escola, mas "com" a escola, que escuta as crianças e a comunidade escolar. Todo o movimento foi registrado em escritas, fotos, vídeos e áudios, criando um rico material que articula filosofia, arte, pedagogia e política em torno do “ouvir as crianças”. Ao focar na fabricação de infâncias e no cotidiano escolar, a partir da pedagogia dos cortejos torna a escola pública o espaço invenção e não só de reprodução de saberes, um espaço de afirmação das diferenças, de celebração da vida e da infância.


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